Contenido creado por Gerardo Carrasco
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Evacuam hospital por homem com um projétil da 1ª Guerra no ânus: é a segunda vez

02.02.2026 11:09

Lectura: 4'

2026-02-02T11:09:00-03:00
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“A história ocorre primeiro como tragédia e depois como farsa”, escreveu no século XIX o pensador alemão Karl Marx, em seu livro O Dezoito Brumário de Luís Bonaparte.

No entanto, o tempo parece reservar episódios que imprimem uma variante a essa sentença: ocorrem como farsa em ambas as ocasiões.

Assim parece demonstrar o que aconteceu no último sábado em Toulouse, França, onde um hospital teve que ser evacuado por uma emergência surreal: um paciente deu entrada com um projétil da Primeira Guerra Mundial preso no reto.

Por incrível que pareça, em dezembro de 2022 outro hospital da mesma cidade passou por uma situação idêntica, até mesmo no tipo e na época da munição.

 Segundo informou o jornal francês Le Figaro, o homem de 24 anos chegou na noite de sábado ao hospital de Rangueil e disse que havia introduzido um objeto no reto, mas não detalhou sua natureza.

O paciente foi submetido a uma cirurgia de emergência e precisou de um procedimento delicado. “Durante a extração, o cirurgião percebeu que se tratava de um projétil da Primeira Guerra Mundial, de aproximadamente 16 centímetros de comprimento e 4 cm de largura”, diz o relatório citado.

Surpresos com a descoberta, os profissionais de saúde alertaram imediatamente as autoridades. Por volta da 01h40, a polícia chegou ao local e acionou o esquadrão antibombas. Também foi estabelecido um perímetro de segurança para neutralizar o artefato.

De acordo com os relatórios locais, o projétil era datado de 1918 e não apresentava risco de explosão. A polícia então notificou o Grupo de Apoio Judicial (GAJ), que abriu um processo por posse de munição de categoria A.

Uma fonte próxima ao caso informou que o paciente será entrevistado nos próximos dias para explicar a origem do projétil. No entanto, a promotoria de Toulouse não planeja apresentar acusações, já que a munição estava desativada e sua posse não configura crime.

O Hospital Rangueil recusou-se a comentar o caso.

Um caso idêntico

Como informamos, em dezembro de 2022, e também na cidade de Toulouse, um homem procurou um centro de saúde porque não conseguia retirar um objeto que havia introduzido no ânus. Assim como no caso atual, tratava-se de um projétil da Primeira Guerra Mundial.

Naquela ocasião, o cenário não foi o hospital de Rangueil, mas sim o Sainte Musse.

Naquele momento, também foi solicitado auxílio dos especialistas em explosivos, que determinaram que “havia poucas chances de o objeto explodir dentro do paciente”.

Tranquilizados pelos especialistas, os médicos realizaram uma cirurgia que permitiu a extração do projétil.

A mesma pessoa?

A incrível coincidência dos dois casos fez com que, nas redes sociais, alguns internautas levantassem a possibilidade de que ambos tivessem sido protagonizados pela mesma pessoa, inspirada por algum estranho fetichismo bélico “retrô” (em todos os sentidos).

No entanto, e como se lê nas linhas acima, o paciente do último sábado é um jovem de 24 anos, enquanto o de dezembro de 2022 era um octogenário.

Também não se trata da mesma munição. No caso atual, é um projétil de fabricação francesa com 16 centímetros de comprimento. No episódio anterior, a munição era de origem alemã e media quase 20 centímetros.

Um ano antes, em dezembro de 2021, um hospital no Reino Unido passou por uma situação semelhante. No entanto, nesse caso a munição não era da Primeira Guerra, mas da Segunda.

Quanto mais tempo, maior o risco

Ao contrário do que se pode pensar, o passar do tempo não significa necessariamente que um explosivo perca seu poder destrutivo. Na verdade, o desgaste de seus componentes os torna mais instáveis, podendo explodir ao serem manipulados.