Nas últimas horas, a investigação do atentado contra a residência da procuradora-geral, Mónica Ferrero, avançou e resultou em duas acusações.
Conforme informamos, trata-se de um homem de 55 anos, aposentado da polícia, e seu filho de 28, este último detido no âmbito de uma investigação por um delito de lesões corporais, fora do caso Ferrero. Na casa do ex-policial foi apreendida uma pistola e munições, mas até agora não foi possível estabelecer uma conexão direta dessa pessoa com o ataque.
Quanto ao jovem, a polícia presume que ele faria parte da organização do narcotraficante Sebastián Marset, com quem estaria relacionado há anos.
Em uma matéria publicada no La Diaria, o jornalista Pablo Méndez aponta que, no momento de sua detenção, o indivíduo portava documentos falsos e um celular, objetos que ofereceram pistas sobre uma trama para “o dia seguinte” ao ataque a Ferrero. Especificamente, os autores intelectuais do fato teriam um plano para “amarrar pontas soltas”: matariam os autores materiais usando os serviços de um assassino de aluguel.
De acordo com o relatório citado, os investigadores conseguiram reconstruir a rota internacional recente do jovem de 28 anos.
Nesse sentido, foi informado que ele entrou no Uruguai vindo da Bolívia horas antes do ataque, e sua suposta missão seria “supervisionar” a ação. Além disso, sua estadia na Bolívia também era recente, já que havia chegado lá pouco antes com documentos falsos.
Além disso, a matéria de Méndez aponta um detalhe significativo: o passaporte do indivíduo registrava uma entrada em Moçambique.
Em 2021, quando Marset foi preso em Abu Dhabi, foi apreendido um documento de identidade emitido em 2018 nesse país africano.
Depois, em agosto de 2022, Marset enviou uma mensagem em vídeo ao Canal 4, e as investigações estabeleceram que ela havia sido enviada da África do Sul, país vizinho de Moçambique. Pouco depois, relatórios dos serviços de inteligência da polícia do Paraguai estabeleceram a presença do narcotraficante em Moçambique.
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