Xbox atravessa uma instabilidade crescente que preocupa tanto desenvolvedores quanto jogadores, segundo uma análise publicada por GameSpot. A empresa enfrenta demissões em massa, fechamento de estúdios e mudanças constantes de direção, que, para o veículo, têm corroído a confiança na marca.
Na última rodada de cortes, a Microsoft eliminou cerca de 9.000 postos de trabalho, incluindo cargos em estúdios próprios. A medida resultou no fechamento de The Initiative e no cancelamento do reboot de Perfect Dark. Equipes como Turn 10 e Rare também sofreram cortes.
Em maio de 2024, a empresa já havia fechado quatro estúdios, entre eles Arkane Austin e Tango Gameworks, após a compra da Bethesda. Depois de adquirir Activision Blizzard e o desenvolvedor móvel King, também demitiu funcionários e cancelou um projeto na Blizzard.
Para o GameSpot, as aquisições da Bethesda e da Activision Blizzard, que deveriam trazer estabilidade e mais lançamentos, não evitaram a perda de talentos nem melhoraram a produção de jogos. Alguns estúdios, como Obsidian, conseguiram prosperar; outros ficaram pelo caminho.
O veículo aponta o Game Pass como motor de muitas decisões. Desde seu lançamento em 2017, o serviço tornou-se a principal aposta da Xbox, financiando até mesmo títulos independentes. No entanto, seu crescimento desacelerou, e desenvolvedores como Raphael Colantonio (Arkane, Wolfeye Studios) o classificam como “um modelo insustentável que prejudicou a indústria por uma década, subsidiado pelo ‘dinheiro infinito’ da Microsoft”.
O serviço mudou sua estrutura e agora oferece níveis de assinatura que limitam o acesso a parte do catálogo nos planos mais básicos, algo que o GameSpot considera um retrocesso em relação à proposta original.
A publicação alerta que a falta de dados claros sobre o desempenho do Game Pass obriga os estúdios a confiarem na palavra da Microsoft ao decidir se devem aderir à plataforma.
Para o GameSpot, o rumo errático da Xbox se repete: desde o lançamento do Xbox One com foco em multimídia, a retirada de filmes e séries digitais comprados por usuários e até a campanha “Tudo é um Xbox”, que prioriza o serviço em detrimento do hardware.
“O Xbox que conhecíamos está morto”, concluiu o veículo.
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