O tamanduá (Tamandua tetradactyla), também conhecido como tamanduá-mirim, é um dos animais mais estranhos que podem ser vistos no Uruguai, a tal ponto que a maioria da população não sabe que ele percorre nossas terras.
De fato, acreditava-se que este animal já não fazia parte da fauna do Uruguai no século XX. No livro Mamíferos autóctones, de 1969 (série Nossa terra), Rodolfo Tálice não hesita em colocá-lo entre os animais extintos no país. No entanto, três anos depois ocorreu o primeiro registro formal no Uruguai. Desde então, não pararam de aparecer, e um estudo demonstra que a frequência é maior nos últimos anos e que estão se expandindo cada vez mais para o sul do território.
Ejemplares muertos
Recentemente, a descoberta de dois exemplares mortos no leste do país gerou consternação entre aqueles que defendem a proteção da fauna silvestre.
Segundo informou a associação civil Coendu, os dois casos foram conhecidos com poucos dias de diferença.
“Um foi reportado a poucos metros da rodovia 18 no km 334, entre a cidade de Treinta y Tres e Vergara, aparentemente com um tiro no pescoço”, detalha a publicação.
O segundo exemplar foi encontrado na região de Arévalo, Cerro Largo, e morreu atacado por cães.
“Esta espécie está categorizada como "quase ameaçada" (NT-UICN) em nosso país, sendo a perda de habitat, atropelamento, ataque por cães e caça de exemplares as principais ameaças que enfrenta”, destacam da Coendu.
Animal inofensivo
A dieta do tamanduá consiste em formigas, cupins e mel, que ele captura usando sua língua pegajosa de até 40 cm de comprimento.
É um animal pacífico e evita o contato com humanos. Se sentir-se ameaçado, levanta-se sobre as patas traseiras e eleva suas garras, adotando uma postura de "boxe".
Por ser uma espécie protegida, está proibida sua caça e posse. Se você encontrar um em áreas urbanas ou quintais, as autoridades recomendam manter distância, não tentar manipulá-lo e entrar em contato imediatamente com as entidades correspondentes para seu correto resgate e liberação:
Ministério do Meio Ambiente através de seus canais de denúncia ou pelo telefone 29170710 (Ramal 4301-4307).
Centro de resgate mais próximo, Polícia (911) ou o Sistema Nacional de Áreas Protegidas (SNAP)
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