Contenido creado por Mateo Aguerre
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Noite de verão

Um dia no tablado: como é uma jornada de carnaval entre risos, chimarrão e crianças brincando

26.01.2026 06:47

Lectura: 2'

2026-01-26T06:47:00-03:00
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Chegar ao tablado é, para muitos, um ritual que se repete todo janeiro. Quando a tarde cai e o calor começa a diminuir, não é preciso muita desculpa, basta adquirir um ingresso, preparar o chimarrão e aproveitar aquele clima de verão que convida a sair. Assim começa uma noite de carnaval, daquelas que nem sempre são planejadas, mas que sempre são aproveitadas.

No tablado do Parque Rodó, localizado na esquina de Reissig e Sarmiento, a jornada ia se formando aos poucos. O palco estava pronto para receber uma programação variada: Zero, grupo do Carnaval das Promessas; Valores, da categoria Lubolos; e três murgas que prometiam animar a noite: Curtidores de Hongos, Cayó la Cabra e La Gran Muñeca. Quando o relógio marcava 19h30, o público ainda era escasso, uma cena comum nos primeiros minutos. Alguns pais ocupavam as primeiras filas, esperando ver seus filhos no palco; mais atrás, casais jovens e grupos de amigos começavam a se acomodar sem pressa.

Com o passar dos minutos, o tablado começou a receber mais público. Quando a noite caiu, a cantina se transformou em um ponto de encontro inevitável: refrigerantes, alguns hambúrgueres, choripans e garrafas térmicas que iam e vinham. Muitos optaram por continuar tomando chimarrão, fiéis a um costume que acompanha boa parte das noites carnavalescas.

Os aplausos explodiram quando Valores saiu do palco, marcando um dos primeiros momentos altos da noite. Enquanto algumas crianças continuavam brincando pelos cantos do espaço, outros espectadores comentavam o que haviam visto e aplaudiam, esperando a vez das murgas mais aguardadas. A expectativa crescia: primeiro Cayó la Cabra, com seu espetáculo República de la Vereda, e depois La Gran Muñeca, encarregada de encerrar a jornada.

Já no final da noite, o tablado estava no ponto certo. Não cheio, mas com aquele público fiel que sustenta cada apresentação: moradores do bairro, frequentadores assíduos de tablados, famílias que voltam ano após ano. Quando a última retirada se apagou, ficou aquele breve silêncio que indicava que a jornada havia chegado ao fim.

Aos poucos, as pessoas começaram a se levantar. Alguns comentavam cenas do espetáculo, outros procuravam as crianças, e muitos iniciavam o retorno para casa satisfeitos por terem presenciado uma longa tarde de carnaval.

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