Contenido creado por Andrés Cottini
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Vestiu-se de herói.

Ronald Araujo foi o salvador do Barcelona com um gol agônico para o 2-1 sobre o Girona.

18.10.2025 13:20

Lectura: 4'

2025-10-18T13:20:00-03:00
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Um gol de Ronald Araujo no minuto 94 deu uma vitóriaagônica ao Barcelona contra o Girona (2-1) no Estádio Olímpico LluísCompanys. O uruguaio, que terminou jogando como centroavante por decisão deHansi Flick, transformou-se no herói de uma noite complicada para o conjuntoculé, que voltou a sofrer mais do que o esperado.

Araujo, com alma de líder e a determinação que o caracteriza,apareceu no último suspiro para empurrar um cruzamento de Frenkie de Jong eselar o triunfo azulgrana.

Seu gol lembrou aquelas apostas táticas de Johan Cruyff,quando mandava o zagueiro Alexanco para a área em busca do gol salvador. Desta vez,o recurso foi usado por Flick, e o uruguaio respondeu com uma jogada que valeu trêspontos e uma ovação calorosa.

El trámite

O Barça chegou ao clássico catalão cheio de desfalques, o queobrigou o técnico alemão a recorrer à La Masia. Quinze jogadores formadosno clube integraram a convocação e seis foram titulares, entre eles ojovem Toni Fernández, de 17 anos, que estreou como “falso nove”.

No início, o plano de Flick funcionou. O time foisenhor da posse de bola e abriu o placar aos 13 minutos com um gol de Pedri, que finalizoucom classe após dominar na área e cruzar a bola para o segundo poste. No entanto, a alegria durou pouco. Aos 20’, Axel Witsel empatou com umaespetacular bicicleta após um escanteio, aproveitando a passividade defensivalocal.

No segundo tempo, Flick tentou mudar a dinâmica com aentrada de Fermín López no lugar do estreante Toni Fernández. O andaluz trouxeenergia, mas o Barça continuava sem encontrar clareza nem controle. Koundé,errático durante toda a noite, deu vantagens na defesa, e o Girona continuougerando perigo com bolas profundas.

A chuva que caía sobre Montjuïc pareceu despertar oBarcelona, que teve mais determinação do que futebol. Um gol de Cubarsí foi anulado porfalta de Eric García, e o técnico alemão continuou mexendo no banco: saíramLamine Yamal e Pedri para dar entrada a Roony Bardghji. Do outro lado, Míchelrefrescou seu ataque com Stuani, Tsygankov e Asprilla, buscando aproveitar osespaços deixados pelos azulgranas.

O jogo entrou em um ritmo intenso de ida e volta. Rashford eFermín tiveram a chance do segundo gol, mas o Girona também poderia ter vencido em algunscontra-ataques. Quando o empate parecia inevitável, Flick decidiu apostar naépica: Araujo na área como centroavante.

Garra uruguaya

O zagueiro de Rivera posicionou-se entre os zagueiros adversários efoi um verdadeiro incômodo desde o primeiro cruzamento. Nos acréscimos, um passepreciso de De Jong encontrou o uruguaio, que se antecipou a todos e empurrou abola para o fundo da rede. Gol, alívio e loucura no estádio.

A comemoração foi pura emoção: Araujo gritou com a alma ecorreu em direção à arquibancada, cercado por seus companheiros. Em um time que atravessaum momento irregular, o uruguaio voltou a demonstrar por que é um dosreferentes do elenco. Seu empenho, sua liderança e seu caráter o confirmamcomo a alma competitiva do Barça.

Flick celebrou o gol como se fosse uma final, embora poucotempo depois tenha sido expulso por protestar e não poderá dirigir o clássico contra o RealMadrid no próximo dia 26 de outubro. Ainda assim, o técnico saiu aliviado: oBarcelona venceu sem jogar bem, mas venceu.

O 2-1 deixa o conjunto azulgrana com fôlego na tabela e umainjeção de ânimo antes do clássico. No entanto, o jogo voltou a deixardúvidas: a defesa continua frágil, o meio-campo se desorganiza com facilidade e otime depende mais do esforço individual do que do funcionamento coletivo.

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