Contenido creado por Gerardo Carrasco
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Impressionante

Medidas desesperadas: foi ao banco com o esqueleto da irmã para fazer um saque

Aconteceu na Índia. O homem reclamou que, após o falecimento de seu familiar, a instituição lhe nega o acesso ao dinheiro.

28.04.2026 08:54

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2026-04-28T08:54:00-03:00
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Um homem de uma comunidade tribal do estado de Odisha, no leste da Índia, desenterrou sua irmã falecida e levou seu cadáver a uma agência bancária para retirar as economias de sua conta depois que o banco lhe negou acesso aos fundos.

"Fui várias vezes ao banco e as pessoas de lá me disseram para trazer a titular da conta para retirar o dinheiro depositado em seu nome. Embora eu tenha dito que ela havia morrido, eles não me ouviram e insistiram que eu a levasse ao banco. Cavei a sepultura e tirei seu esqueleto como prova de sua morte", declarou à imprensa o indivíduo, identificado como Jeetu Munda.

O incidente ocorreu depois que o banco exigiu do homem o atestado de óbito de sua irmã, indispensável para proceder legalmente ao saque do dinheiro.

Diante da recusa dos funcionários em processar o saque sem esse certificado, Munda, que estava em estado de embriaguez segundo o banco, optou por exumar os restos de sua irmã e colocá-los em frente à agência para comprovar o falecimento.

"A intenção do banco foi proteger os interesses dos fundos da mulher tribal pobre na conta. Não há nenhum caso de assédio", declarou nesta terça-feira em um comunicado o Indian Overseas Bank, o banco matriz do banco rural.

Após relatos da mídia que sugeriram que a própria entidade havia exigido que Munda trouxesse os restos de sua irmã, o banco negou categoricamente ter solicitado sua presença física e assegurou que o conflito se deveu a uma falta de entendimento sobre os protocolos formais.

Quando o homem apareceu com o corpo, os funcionários da agência chamaram a polícia local para cuidar do caso, segundo informou o banco. Após conversar com as autoridades, Munda voltou a enterrar sua irmã.

"A polícia o convenceu da situação e pediu que ele obtivesse o atestado de óbito. Ele é inocente e não entendia que precisava entregar o atestado de óbito no banco para recuperar o dinheiro que sua irmã havia depositado", informou o inspetor-chefe da delegacia de Patna, Kiran Prasad Sahu.

Segundo a polícia, a irmã de Jeetu faleceu há dois meses e tinha no banco cerca de 19.300 rúpias indianas (aproximadamente 200 dólares), conforme informou a agência de notícias EFE.

O homem, que segundo as autoridades é analfabeto, está sendo assistido pela polícia nos trâmites para obter o atestado de óbito que lhe permita recuperar o dinheiro de sua família.

Un préstamo post mortem

O caso de Munda lembra um episódio ocorrido em abril de 2024 no Brasil.

Como informamos, uma mulher foi a uma agência bancária levando seu tio em uma cadeira de rodas.

A intenção de ambos era concluir o trâmite de um empréstimo que haviam iniciado dias antes de forma remota. No entanto, entre o início do processo e a data do saque, o homem faleceu, e sua sobrinha foi ao banco com o cadáver.