Os representantes da ex-biatleta alemã Laura Dahlmeier confirmaram nesta quarta-feira a morte da esportista, após ela sofrer um acidente na última segunda-feira, quando uma pedra a atingiu enquanto escalava o pico Laila, de 6.069 metros, na cordilheira de Karakoram, no Paquistão.
O acidente ocorreu por volta do meio-dia, horário local, a cerca de 5.700 metros de altitude.
"De acordo com o que foi visto do helicóptero e com o relato da companheira de escalada sobre a gravidade das lesões, acredita-se que Laura Dahlmeier tenha morrido instantaneamente", informaram seus representantes em um comunicado citado por meios de comunicação alemães.
O texto acrescenta que tentar recuperar o corpo sem vida da ex-biatleta "representa um risco demasiado elevado e não é viável para as equipes de resgate devido às condições difíceis atuais, com desprendimentos de rochas e mudanças climáticas no pico Laila".
"Era a vontade expressa de Laura Dahlmeier, deixada por escrito, que, em um caso como este, ninguém deveria arriscar sua vida para resgatá-la" e "seu desejo, em tal caso, era que seu corpo sem vida permanecesse na montanha", acrescentaram os representantes.
Eles destacaram que essa também é a vontade de seus familiares, "que pedem expressamente que o último desejo de Laura seja respeitado".
"A família deseja expressar seu mais sincero agradecimento à equipe de resgate, especialmente aos alpinistas locais que vieram em seu auxílio" e que "fizeram tudo o que era possível para viabilizar o resgate e alcançar a acidentada", acrescenta o texto.
Imediatamente após o acidente, a companheira de escalada da esportista alertou rapidamente o serviço de emergência, que iniciou a operação de resgate imediatamente.
Devido ao fato de ser uma área remota, o helicóptero de resgate não conseguiu sobrevoar o local do acidente até a manhã de terça-feira, quando foi possível detectar que Dahlmeier estava "pelo menos gravemente ferida", sem que sinais de vida pudessem ser identificados.
A biatleta aposentada competiu nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi em 2014 e nos de Pyeongchang em 2018, onde conquistou duas medalhas de ouro e uma de bronze.
Além disso, entre 2015 e 2019, ganhou 15 medalhas nos Campeonatos Mundiais de Biatlo.
EFE
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