Contenido creado por María Noel Dominguez
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Passados dos limites

Especialistas alertam que o sobretreinamento afeta a saúde física e mental

18.08.2025 08:03

Lectura: 2'

2025-08-18T08:03:00-03:00
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O exercício regular é sinônimo de saúde, mas quando é feito em excesso sem um planejamento adequado, pode se tornar prejudicial. É o que alertam especialistas da Clínica Universidade de Navarra, que destacam que o sobretreinamento pode causar consequências físicas e mentais graves, desde fadiga crônica até desequilíbrios hormonais e transtornos de humor.

“O sobretreinamento ocorre quando o corpo não tem tempo suficiente para se recuperar entre as sessões”, explicou o doutor Juan Bertó, chefe da Área de Medicina Esportiva da clínica.

O fenômeno pode ocorrer em pessoas ativas de qualquer idade, mas preocupa particularmente adolescentes e jovens que praticam esportes em nível amador, muitos dos quais ignoram os sinais do corpo em sua busca por melhorar marcas ou se destacar na competição.

Sinais de alerta

Entre os sintomas mais comuns, Bertó mencionou:

  • Cansancio persistente
  • Dolores musculares y articulares
  • Bajada de rendimiento
  • Falta de motivación
  • Mayor vulnerabilidad a infecciones
  • Desequilibrio hormonal, que afecta el metabolismo, la recuperación y el ánimo

Uma das consequências mais graves é o chamado burnout físico, uma forma de exaustão extrema que pode levar ao abandono da prática esportiva. Ele se manifesta por uma perda de interesse em treinar, dificuldades de concentração e sintomas semelhantes aos da depressão.

Prevenção: equilíbrio e acompanhamento

Para evitar esses efeitos, os especialistas recomendam uma planificação equilibrada, que combine fases de esforço com tempos adequados de descanso, além de uma boa hidratação, alimentação e qualidade do sono.

Também é fundamental variar os tipos de exercício para evitar a sobrecarga de certos grupos musculares ou sistemas.

“Uma prática esportiva saudável não deve se concentrar apenas no desempenho, mas no bem-estar integral da pessoa”, destacou Bertó.
“Pais, treinadores e profissionais devem trabalhar juntos para ensinar a respeitar os limites do corpo.”

Com informações da Europa Press