Metade das mortes por câncer no mundo está relacionada a fatores de risco modificáveis, como o consumo de tabaco, a má alimentação ou a falta de atividade física. Assim aponta a quarta edição do Atlas do Câncer, publicada pela American Cancer Society (ACS) em colaboração com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), e apresentada nesta quarta-feira na Conferência Mundial de Pesquisa e Prevenção do Câncer em Londres.
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Segundo o relatório, a cada ano são diagnosticados 19 milhões de novos casos e ocorrem 10 milhões de mortes por câncer, sem incluir os cânceres de pele não melanoma. Caso não sejam implementadas intervenções globais eficazes, esses números podem aumentar para 33 milhões de casos e 18 milhões de mortes até 2050, devido ao crescimento e envelhecimento da população.
O câncer de pulmão continua sendo o mais letal, com 1,8 milhão de mortes anuais, em um contexto onde mais de um bilhão de pessoas ainda consomem produtos de tabaco. O relatório também alerta sobre o preocupante avanço do câncer colorretal e de mama em países de baixa renda, onde os sistemas de saúde enfrentam limitações estruturais graves.
Um caso paradigmático é o do câncer de colo do útero, que apesar de ser prevenível por meio da vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV), continua sendo a principal causa de morte por câncer em mulheres de 29 países da África Subsaariana.
O Atlas denuncia que mais de 90% da população em países de baixa e média renda não tem acesso a cirurgias seguras e oportunas, e que 23 países dessas categorias — a maioria na África — não dispõem de serviços de radioterapia.
Com informações da EFE
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