A justiça francesa decretou prisão preventiva para um pai que manteve sequestrado por mais de um ano seu filho de 9 anos em uma van no nordeste da França, anunciou nesta segunda-feira o Ministério Público.
Os gendarmes descobriram o menino em Hagenbach, uma pequena localidade de 800 habitantes no nordeste da França, após terem sido alertados por uma vizinha que ouviu "ruídos de criança" em uma van estacionada em um pátio privado de várias residências.
Após destravá-la, os agentes encontraram o menino "deitado em posição fetal, nu, coberto com um cobertor sobre um monte de lixo e próximo a excrementos", segundo um comunicado do promotor de Mulhouse, Nicolas Heitz.
"Devido à posição sentada de forma prolongada", o menino, "pálido e manifestamente desnutrido", já não conseguia andar, detalhou o promotor. Ele foi imediatamente atendido no hospital de Mulhouse.
O menino contou aos investigadores que a companheira de seu pai "não o queria mais no apartamento e desejava que ele fosse internado em um hospital psiquiátrico" e que seu pai o havia trancado na van "para evitar a internação".
El lugar de los hechos. Sebastien Bozon / AFP
O menino, cujo último banho teria sido no final de 2024, tinha um pequeno saco de roupas e precisava urinar em garrafas de plástico e fazer suas necessidades em sacos de lixo.
O pai vivia com sua companheira de 37 anos e duas meninas de 10 e 12 anos --uma filha dele e outra dela-- e reconheceu que manteve o menino sequestrado e privado de cuidados desde "novembro de 2024" para protegê-lo da mulher, segundo Heitz.
O menino frequentou a escola até o ano letivo de 2023-2024 em Mulhouse e a escola "arquivou seu registro" quando a família informou que ele seria educado de outra forma. "Desapareceu de um dia para o outro", segundo vizinhos e testemunhas interrogados pelos investigadores.
O acusado afirmou ainda que deixou o menino sair em maio de 2025 e permitiu que ele acessasse o apartamento no meio daquele ano, quando o restante da família estava de férias.
A companheira do homem --que não é a mãe do menino-- também enfrenta acusações, entre elas não denunciar maus-tratos, bem como privação ou agressão sexual, disse o representante do Ministério Público.
Segundo o pai, sua companheira suspeitava de algo, mas não sabia que o menino estava preso no veículo. Ela negou todas as acusações.
"Nenhum elemento médico" atestou possíveis problemas psiquiátricos do menino, indicou o promotor. As autoridades assumiram provisoriamente a guarda dos três menores enquanto a investigação continua.
AFP
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