Contenido creado por Felipe Capó
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A CABRA

“Se eu não sou dono das minhas compras, não estou roubando ao piratear”: famoso criador sobre campanha gamer.

08.07.2025 21:36

Lectura: 3'

2025-07-08T21:36:00-03:00
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Markus Persson, conhecido mundialmente como Notch e criador de Minecraft, mergulhou em um dos debates mais intensos do mundo gamer atual: a propriedade dos videogames digitais e a preservação de títulos online. Em uma publicação recente, criticou os modelos atuais de distribuição digital e lançou uma frase que gerou forte apoio:
“Se eu compro um jogo e não sou proprietário, então pirateá-lo não é roubo.”

O comentário foi feito no contexto da campanha Stop Killing Games (SKG), uma iniciativa liderada pelo youtuber Ross Scott (Accursed Farms) que reivindica a conservação de videogames que dependem de servidores. A proposta busca evitar que, uma vez que as empresas desativem o suporte, esses jogos fiquem inacessíveis para sempre.

Embora o movimento tenha recebido apoio de figuras como os influenciadores MoistCritikal, Jacksepticeye e até o magnata Elon Musk, Pirate Software, desenvolvedor e streamer conhecido como Jason Thor Hall, tornou-se seu principal opositor. Ele classificou o movimento como “vago” e “inviável” e argumentou que poderia impactar negativamente o desenvolvimento de serviços online. Também acusou os promotores de desinformar o público e de tentar manipular políticos com uma causa “fácil de entender”.

As tensões escalaram até chegarem a acusações de mentiras, bloqueios massivos nas redes e até denúncias de ameaças e um suposto “swatting” (intervenção policial falsa) contra Hall. Em meio a essa guerra de declarações, o criador de Minecraft interveio com uma crítica sutil, mas incisiva:
“Por que há um ‘nepo baby’ [filho nepotista] dobrando a aposta por lá?”, escreveu, referindo-se a Hall, insinuando que sua fama se devia mais a contatos do que ao mérito próprio.

Mas o que mais chamou atenção foi seu comentário sobre a propriedade digital dos videogames, questionando o modelo de venda atual. Se os jogadores pagam por um título, mas não podem conservá-lo ou jogá-lo offline quando os servidores fecham, eles realmente o compraram?

A frase de Notch foi amplamente replicada:
“Se comprar um jogo não é uma compra, então pirateá-lo não é roubo.”
Com ela, ele trouxe à tona um dilema que transcende essa polêmica específica: quem é realmente dono de um videogame na era digital?

Apesar das críticas de Hall, a campanha SKG conseguiu superar um milhão de assinaturas na União Europeia, um passo crucial para que a Comissão Europeia considere uma legislação sobre o tema. No entanto, seu criador alertou que pode haver assinaturas inválidas e que ainda é necessário verificar sua validade.

Enquanto isso, a discussão continua acesa nas redes sociais, onde a mensagem de Notch serviu como combustível para aqueles que reivindicam maior controle do consumidor sobre os bens digitais que adquirem. Embora sua intervenção tenha sido breve, suas palavras reacenderam um debate que parece longe de terminar.