Nas últimas horas, um episódio de violência verbal ocorreu no departamento de Artigas, devido ao fato de uma das protagonistas ter divulgado um vídeo nas redes sociais.
O fato aconteceu na porta do serviço de emergência do hospital departamental, onde várias pessoas aguardavam atendimento.
Naquele momento, uma mulher que havia levado sua filha com diarreia, decidiu entrar por uma porta traseira para saber o motivo da longa espera. Segundo a mulher, encontrou os funcionários dedicados a tarefas “não médicas” enquanto os pacientes aguardavam. “Passeiam com a jarra elétrica”, expressou.
Diante da invasão, uma funcionária do centro de saúde disse à mulher que voltasse para a sala de espera e parasse de filmá-la. Como a autora do vídeo continuou gravando, a funcionária exigiu energicamente a presença policial, conforme mostrado na filmagem, editada e divulgada pelo meio local Artigas Notícias.
Não é um caso isolado
Os incidentes na porta de emergência do hospital têm se repetido, quase sempre com a mesma dinâmica: pessoas que perdem a calma diante de uma espera que consideram excessiva para problemas de saúde, e nas quais o “fusível” é o pessoal que está no local.
No mês passado, por exemplo, uma jovem invadiu para que atendessem seu filho, que havia chegado com 40 graus de febre. Na ocasião, ela disse que havia muitas pessoas esperando do lado de fora. Também gravou tudo com seu celular.
Resposta sindical
Ontem, após o incidente e a viralização do vídeo, o Núcleo de Base do Sindicato Médico do Uruguai — Hospital de Artigas, emitiu um comunicado sobre a situação e seu contexto.
Na carta, o sindicato manifesta “profunda preocupação diante dos repetidos episódios de violência contra o pessoal médico e não médico que desempenha suas funções na porta de emergência”.
Essas situações, “que infelizmente se repetem, geram um clima laboral de grande tensão e colocam em risco a segurança tanto dos trabalhadores quanto dos usuários”, expressa o texto.
Além disso, os trabalhadores denunciam carências em recursos humanos, que impactam no atendimento ao público e contribuem para o descontentamento dos usuários. Nesse sentido, manifestam “preocupação com a falta de médicos e pediatras, o que dificulta garantir um atendimento adequado e oportuno, assim como com a pouca resposta da Direção do hospital frente a esses fatos e à sobrecarga assistencial existente”.
“Reafirmamos nosso compromisso com o atendimento à população, mas exigimos que sejam adotadas urgentemente as medidas necessárias para proteger o pessoal e assegurar condições de trabalho e assistência dignas e seguras”, conclui o comunicado.
Em busca de uma solução
A doutora Paula Chalart, diretora do Hospital de Artigas, anunciou há uma semana e confirmou que em breve começará a ser implementada uma Policlínica de Atendimento Rápido, um novo serviço que funcionará dentro da área de emergência e que visa oferecer um atendimento mais ágil aos pacientes com consultas de baixa complexidade.
“Estamos trabalhando há bastante tempo e nossa intenção é que, ao longo deste mês, comece a ser implementada uma policlínica de atendimento rápido, de agenda espontânea, que funcionará em um consultório próximo à porta de emergência”, explicou a doutora Chalart ao citado meio.
A nova modalidade já está sendo aplicada no Hospital de Clínicas de Montevidéu. “Queremos replicar essa experiência, porque foi comprovado que é uma estratégia eficaz para reduzir os tempos de espera e a saturação das portas de emergência”, destacou Chalart.
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