O diretor executivo da Ubisoft, Yves Guillemot, respondeu às críticas da campanha europeia Stop Killing Games, que exige mecanismos para garantir que os jogos adquiridos pelos usuários continuem acessíveis mesmo quando o suporte oficial é suspenso.
Em uma intervenção durante a assembleia anual de acionistas da empresa, o CEO foi questionado sobre a proposta, o direito dos jogadores de conservar o que compram e o caso específico de The Crew, o jogo de corrida removido pela Ubisoft que deu origem à campanha. As declarações foram registradas pelo portal especializado PC Gamer.
'Operamos em um mercado. Toda vez que lançamos um jogo, damos muito suporte. Também oferecemos muitos serviços para garantir que o jogo seja acessível e jogável 24/7', disse Guillemot.
Ele acrescentou que, no caso de The Crew, os usuários foram avisados sobre o encerramento do jogo e foi oferecido a eles The Crew 2 em promoção por um euro durante duas semanas. 'Por um euro, puderam comprar a próxima versão. Não é muito dinheiro para continuar jogando', afirmou.
Por outro lado, a Stop Killing Games esclarece que não se opõe ao fim do suporte, mas sim ao fato de que o encerramento impeça completamente o acesso a jogos já comprados. A proposta exige que as empresas implementem um plano de encerramento que permita que os títulos continuem funcionando sem depender de servidores oficiais.
Guillemot respondeu que a empresa está abordando essa preocupação. Ele mencionou que The Crew 2 terá um modo offline para que os jogadores possam continuar acessando, e destacou que é um problema que afeta toda a indústria.
'Oferecemos um serviço, mas nada está escrito em pedra e, em algum momento, pode ser descontinuado. Nada é eterno', afirmou.
Ele também afirmou que há fatores técnicos que limitam a vida útil de alguns títulos. 'O ciclo de vida de um software com serviços incluídos termina em algum momento. Muitas ferramentas deixam de estar disponíveis após 10 ou 15 anos. Por isso lançamos novas versões', explicou.
A iniciativa Stop Killing Games superou recentemente o milhão de assinaturas, o que permite que seja tratada pela Comissão Europeia como uma iniciativa cidadã oficial. Seu criador, o desenvolvedor Ross Scott, alertou sobre possíveis tentativas de manipulação na coleta de apoios, mas espera que a reivindicação chegue às autoridades europeias.
Guillemot, por sua vez, encerrou garantindo que a Ubisoft está trabalhando para 'melhorar a fase final' do suporte de seus jogos. 'Estamos fazendo o possível para que as coisas funcionem para todos os jogadores e compradores', afirmou.
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