Três pessoas, integrantes de uma mesma família, foram convocadas nas últimas horas pelo Ministério Público, após uma operação realizada em Peñarol que resultou em uma apreensão fora do comum: mais de 8.000 quilos de produtos cárneos.
Segundo informou o noticiário Telemundo, a mercadoria estava armazenada em duas casas próximas uma da outra: uma na rua Jules Supervielle e outra na Juan Mario Magallanes. Nenhum dos imóveis possuía autorização para tal fim, e ambos apresentavam evidentes 'irregularidades relacionadas à higiene, segurança alimentar e condições de armazenamento'.
No primeiro dos imóveis, a polícia encontrou 'uma câmara fria com produtos cárneos e caixas com diferentes cortes que, a princípio, apresentavam condições supostamente incompatíveis com uma conservação adequada para comercialização'. Além disso, foram apreendidos telefones celulares, um computador, documentos e outros itens considerados de interesse para a investigação.
Na segunda residência, os policiais encontraram 'mais mercadorias cárneas supostamente destinadas à venda'.
A operação foi realizada pelo Ministério do Interior em colaboração com o Instituto Nacional de Carnes (INAC), que decidiu intervir na mercadoria, além de aplicar medidas sanitárias sobre os produtos apreendidos, incluindo sua destruição, após constatar 'irregularidades relacionadas à higiene, segurança alimentar e condições de armazenamento exigidas para produtos destinados ao consumo humano'.
No total, foram apreendidos 2.900 quilos de carne bovina na residência da Jules Supervielle e outros 5.181 quilos de produtos cárneos no segundo local inspecionado, totalizando 8.081 quilos.
O Ministério Público determinou a convocação de três pessoas maiores de idade, sem antecedentes criminais e parentes entre si, além de novas diligências no âmbito da investigação.
El “perro” que activó la alarma
O Ministério do Interior explicou que a grande apreensão foi resultado de uma investigação iniciada há mais de dois meses, após uma mulher denunciar que havia comprado, por meio de uma conta nas redes sociais, um cordeiro para assar no aniversário de seu filho, mas que lhe haviam enviado carne de cachorro.
Posteriormente, perícias determinaram que a carne não era de cachorro, mas sim de bovino. Também começou a ser investigado o movimento da conta vendedora, identificada como 'Frango Alegre', o que culminou com a apreensão já descrita.
Segundo informou o Informativo Sarandí, o Ministério do Interior detalhou que a grande maioria da carne apreendida é de frango e descartou qualquer relação com o roubo de 92 caixas de carne de um açougue no departamento de Rocha, ocorrido no início deste mês.